Merda – mais uma vez você

Você não me faz bem. Desculpa, à mim, no caso. Por permitir sem querer que você tome conta de mim desse jeito. Por ficar tão balançada, e idiota, só de pensar que você está chegando perto. Por ter raiva, de mim, ao te ver, e ficar assim. Você não mexe comigo, não mais. Esse é meu dogma. Repito a mim todos os dias pra quem sabe um dia acreditar. E ás vezes até acredito. Mas ai você aparece do nada e me prova mais uma vez que te esquecer é mais difícil do que parece. Merda.

Eu tento todos os dias acreditar que eu era louca em realmente achar que o destino queria nos ver juntos, ou, no mínimo, me ver sofrer. Eu tento acreditar, e acredito. Mas ai o maldito vai lá e prega uma peça, mais uma peça. Me faz te encontrar justamente naquele dia em que tudo estava dando tão certo, ou tão errado. Te encontrar, do nada, por nada, nem por um oi. Não houve palavras trocadas, e se quer saber, nem mesmo olhares. Mas você estava lá, passou perto de mim. Somente a sua presença foi suficiente para me deixar assim. Mole, quebrada, acabada.

Merda. E depois disso, bem, depois disso fico esperando dias pra te encontrar de novo. Nesse novo encontro vou estar preparada, vou estar bonita, segura de mim. Segura em mim, dentro de mim. Mas não adianta, por mais preparada que fique, eu acho que nunca vou conseguir ficar preparada pra lidar com você. Não dá, desculpa. À nós, no caso.

Sabia que agora eu mudei muito? Sou bem diferente daquela menininha que você conheceu. Quase irreconhecível alguns diriam. E dizem. Não tenho mais tantos medos. E na verdade, que eu consiga que me lembrar agora, você é a única coisa que me assusta a noite. Bom, você e fantasmas, mas com a segunda opção eu aprendi a lidar. Mas com você, um fantasma do meu passado, eu ainda não aprendi.

Merda. Mais uma vez estou escrevendo um texto pra você. Não sei se de amor, de raiva ou dor. Mas pra você. Mesmo após me prometer nunca mais fazer isso. Merda. Merda. Merda. E, mais uma vez, merda. Não acredito que estou perdendo, mais uma vez, meu tempo com você, pensando em você. Você. O motivo do meu desespero. O motivo pelo qual nos últimos anos não consegui me apaixonar. Ok, não posso afirmar isso, mas um terapeuta diria que sim. Não acredito em terapeutas.

Merda. É você. A única pessoa que consegue me deixar louca sem ao menos tentar. Só por pensar, e respirar. Merda.

– Marina Frael de Abreu

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