Pela doce vingança

Uma parede que eu acredito um dia ter sido branca. Hoje, amarelada, descascando e com quadros que são um portal para o passado. Quebre-os. Se não se incomodar, por favor.
Uma porta sem maçaneta. Não sei aonde vai dar. Talvez em Nárnia ou no reino de Alá. Talvez para um mundo aonde não exista amor. Apesar que, nesse mundo, eu já vivo. E sou pecadora por, de sem querer, justamente amar.
Um rádio com interferência. Sem referência. Foi roubada toda a sua essência. E por toda a sua delinquência é culpado por demência. Divergência, de um mundo sem concordância. Concordam.
Uma televisão sem cores. É mostrada todas as dores. De um mundo preto e branco. Que colocou a menina em prantos. A cobriu com mantos. E fez da lei como um rei. Ceguei. A mente que, de sem querer, sujei. Apelei. Manchei. De sangue ou verdades. Meras realidades. Mentiras. Cantada por liras. Tiras. Miras. Cifras. Da vida que não se decifra. Codifica.
Um computador velho. Quebrado. Estragado. Melado, pela doce vingança. Que desafia o ritmo da dança. Se cansa. E o Mansa, lança. O arco e a flecha. Me fecha. Se mexa. E enquanto estiver parado, corra. Ou morra. Preso na masmorra, que é a própria vida. Ainda tem alguma dúvida?

– Marina Frael de Abreu

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