Não é assim que tem que ser

Quinze. Essa é a quantidade de vezes que brigamos nas últimas duas semanas, e eu nem sei porque eu contei. E agora, pra mim, nós só brigamos mais uma vez. Não pode ser assim. Uma briga não pode significar tão pouco pra mim. Ou pra você. Nós. Amarrados e jogados. Nossos nós se desatam, desamarram. Já não somos mais tão chegados.

Você lembra do começo? Eram beijos e abraços. Você me chamava de boba e eu te chamava de palhaço. Eu pedia para você não fumar e você pegava mais um maço. Brigas. Brinca. Liga. Ligávamos. Um para outro. Éramos importantes entre nós dois. Agora, e agora? Brigas que antes terminavam em sexo, agora terminam em vasos quebrados, lágrimas e corações despedaçados.

Você não me faz bem, nem um pouco mesmo. Mas ficar sem você chega a ser pior. E eu não sei o que fazer. Me diz, por favor. Aliás, não diz nada. Vamos ficar em nosso turbilhão de muito nada. Calada. É o que eu deveria ficar. Mas, me desculpe, não consigo não falar ou reclamar enquanto vejo o nós se tornando apenas o eu e você. Não é assim que tem que ser.

– Marina Frael de Abreu

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