Por favor, amor

(Leia ouvindo Hush Hush – Avril Lavigne e seu texto vai ser muito mais lindo.)

Sou intensa, talvez até mais do que devesse ser, mas é que eu tenho essa coisa de querer aproveitar ao máximo como se não fosse ter uma outra oportunidade pra viver. Principalmente o aqui e o agora. Porque, sinceramente, talvez não tenhamos mesmo. Pelo menos não desse jeito, não dessa maneira, não sendo eu.
Sou intensa porque quando chegar na casa dos oitenta quero poder olhar pra trás e pensar no tanto de merda que já aprontei e no tanto de coisa boa que já fiz.
Sou intensa porque gosto de viver, pra caralho mesmo. Gosto de amar. Me entrego de cabeça à tudo. Me entrego com amor. E, nossa, como já me fudi com isso. As pessoas não estão preparadas para gente como eu, que vive por paixão e amor. Que vive pra ser feliz e não só por viver. As pessoas tem medo. E sabe, tudo bem, eu entendo elas. Já fui assim. Já vivi a minha vida apenas sobrevivendo a ela e por isso eu sei o quão ruim pra caralho é isso. Hoje eu vivo e não apenas respiro. Hoje eu simplesmente vivo da melhor maneira que eu puder e conseguir. E se eu aprendi algo na vida é que a gente pode e consegue tudo o que quiser, basta realmente querer.
Eu sou intensa porque aprendi que a vida é intensa. A vida é foda pra caralho. E a gente tem que passar por ela de qualquer jeito, então por que não levar o melhor dela com a gente? Por que não aproveitar o que ela tem de melhor pra nos oferecer? Por que não ser feliz? Sou intensa porque escolhi ser feliz.
Sou intensa com amores. Com amigos. Com a família. Com meu cachorro. Com minhas paixões. Comigo. Sou intensa, simplesmente sou.
Então, amor, por favor, te peço e imploro, não entre na minha vida se não quiser, ou aguentar, toda essa intensidade. Não entre na minha vida se não quiser se jogar de cabeça na nossa relação, não importa qual for ela. Não entre, simplesmente não entre. Porque sabe, se isso acontecer, algum de nós dois vai sair machucado. Ou os dois. E eu realmente odiaria isso.
Mas se quiser entrar, tudo bem, mas me ame de volta. Me abrace de volta. Se apaixone por mim de volta. Me beije de volta. E se quiser voltar a trás, tudo bem também. Mas me faça um favor, por favor, só vá embora. Só suma da minha vida como se nunca estivesse estado nela. Odeio despedidas. Odeio adeus. E olha que há muito poucas coisas no mundo as quais eu realmente odeio. Mas isso, nossa, me dá agonia só de pensar.
Então, amor, por favor, se você entrar pela porta da minha vida, sentir que a música está alta demais e quiser sair, só saia. Vá embora, simples assim. É mais fácil pra mim. Porque, sabe, vai ser como um gato de rua que entra na sua casa, você alimenta e ama ele da melhor maneira possível, mas ele é de rua e você sabe que essa é a natureza dele, que um dia ele vai embora, e você até sofre quando esse dia chega, e talvez no início nem perceba que ele realmente se foi, você acha que ele vai voltar, logo ou um dia, mas acaba que, no final, tudo fica bem. Mas se esse gato de rua morrer enquanto está com você, após você ter dado todo o seu amor a ele, você vai sofrer, e dependendo do quanto você se apegou a ele, vai doer pra caralho. Mas se ele tivesse simplesmente ido embora, ia fazer falta, claro, mas a doer ia ser imensamente menor. Então, amor, por favor, não seja o gato de rua que morre comigo, seja o gato que decide ir embora e procurar comida em outras casas. É só isso que lhe peço.
Aliás, não é só isso não. Estando comigo ou não, amor, seja intenso e viva a sua vida da melhor maneira possível. Por favor, amor, seja feliz.

marina

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