Um amigo de café


Uma vez eu conheci um garoto em um café. Cauã, esse era o nome dele. Era um café que ficava na mesma rua do prédio em que eu morava, era meu lugar favorito de toda aquela cidade nova. Tinha me mudado a pouco tempo e aquele lugar era um dos poucos em que me sentia em casa.
Enfim, estava falando do Cauã certo? Então, eu conheci ele em um dia em que estava escrevendo e tomando um cappuccino com baunilha – o meu preferido – em uma das mesas quando ele chegou, se sentou e perguntou se poderia dizer oi. Comecei a rir e falei que não poderia, então ele falou que seria obrigado a começar a conversa com o tudo bem. Foi ai que começou uma das conversas mais calmas e verdadeiras da minha vida. Não tinha pretensões, não tinha expectativas, era apenas uma conversa com duas pessoas sendo elas mesmas. E aquela conversa durou o dia todo e só não digo a madrugada toda porque o café fechava à uma da manhã e tivemos que ir embora.
Durante um ano após continuamos nos encontrando no mesmo café, e só no café. Por coincidência acaso ou destino sempre acabávamos aparecendo lá, no mesmo dia e na mesma hora. O engraçado é que realmente nunca tivemos encontros premeditados. E era sempre aquela conversa sem expectativas, e algumas vezes mesmo sem um assunto real.
Nunca mais o encontrei, nem mesmo no café. Não sei o sobrenome dele, o endereço, e-mail e nem telefone, eu só sei que deixou saudades. Mas sabe, é uma saudade muito boa, daquela que você nunca quer que vá embora.

marina

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