Hoje em dia

Fotografia: Autor desconhecido

Para mais poesia Night changes – One direction

O rock tá tocando, do café ainda sai fumaça e o as palavras estão fluindo no caderno. Vida, se você acabar agora eu vou morrer feliz.
Pra ser bem sincera essa é a primeira vez na minha vida que eu tomo café e meu paladar se sente a vontade com o gosto. O rock que tá tocando é Oasis, banda que já achei a coisa mais chata do mundo e que era considerado uma boa maneira de tortura (ok, talvez eu esteja exagerando um pouco tanto bastante). O ponto é que, eu mudei demais. E apesar de saber disso, a cada dia, a cada momento e a cada coisa nova em que eu percebo mudanças (como passar a gostar de café) eu fico refletindo sobre a vida e tudo que há nela.
Hoje eu sou uma pessoa tão diferente de quem eu fui em toda a minha vida e ao mesmo tempo sou a mesma criança de sempre. Aquela menina que ama Scooby, que sua cor favorita é rosa e que passa seus dias escrevendo sobre qualquer coisa. Mas eu mudei tanto que chega a ser assustador, mas de um jeito bom. Se antes eu me maquiava até pra ficar em casa, hoje em dia não tenho paciência pra maquiagem nem quando saio. Se antes eu vivia com mil e um acessórios – e se esquecesse de botar, pirava -, hoje em dia saio sem nada me sentindo normal. Se antes eu me preocupava com o que os outros pensam, hoje em dia eu dou risada. Sem querer citar Bob Marley, mas já citando “Eles riem de mim por ser diferente, eu rio deles por serem todos iguais”. Já botei essa frase várias vezes no subnick do msn mas acho que nunca realmente entendi, ou segui, a frase. E hoje em dia ela faz tanto sentido.
Existem vários outros zilhões de “se antes” e “hoje em dia”, mas se for citar todos esse texto vai ficar maior do que a cartinha pro papai noel de uma criança (vizualiza aquelas listas que abrem e ficam tipo tapete, imaginação por favor). O ponto é que eu já perdi o ponto. O ponto é que a menina que um dia um fui se perdeu dentro de mim de tantas maneiras. Sou igual e diferente, tão diferente. Meus pensamentos, meu jeito de ver a vida, meu jeito de agir, minha visão do mundo, tudo e absolutamente tudo mudou.
Eu me preocupava tanto em ser madura, achava que todos achariam que sou infantil demais, brincalhona demais e nada séria. Hoje, com quase dezenove na fuça, sou mais criança do que quando tinha cinco. Brinco e faço piada de tudo, e sim, muita gente me acha infantil e eu nem ligo.
Hoje, com quase dezenove na fuça, eu ando descalça o tempo todo, danço na rua – na verdade, eu fico dançando o dia inteiro -, pulo e corro quando da vontade, fico tentando andar em linha reta e atropelo a todos que passam na minha frente. Perdi o medo de passar vergonha – na verdade, acredito que um bom mico faz bem pra alma -, e quando minha família dança eu vou no compasso deles. Gargalho de tudo que nem uma criança quando vê o amiguinho cair no chão. Sorrio para estranhos na rua e se pá até dou bom dia, principalmente na minha rua – mas isso é porque cresci em apartamento, daí no prédio sempre dava bom dia pra todo mundo, daí acho que a minha rua é um prédio e falo com todos. É quase isso, fazendo sentido ou não. Hoje em dia me dou mega bem com a minha mãe, aliás, sempre dei, mas hoje em dia é mais fácil, talvez por eu já ter clareza do certo ou errado, talvez porque hoje as broncas são mais sérias e reais – e em geral, to ciente que mereço -, talvez por finalmente ter percebido que ela só quer meu bem e mesmo quando eu faço merda ela vai estar ali – mesmo se for acompanhado de um “eu bem que avisei”.
Hoje em dia, apesar de não ter nenhuma certeza na vida, eu tenho mais clarezas, seja quanto a quem sou eu (apesar de ainda não ter descoberto) ou no que eu acredito (apesar de mudar de opinião sempre que possível). Hoje em dia eu sou mais clara diante de mim, em relação a mim. Hoje em dia eu sei que tudo bem se eu mudar de opinião e que pedir desculpas não mata e nem quebra o orgulho. Hoje em dia eu sei que engolir o orgulho de vez em quando não tem problema nenhum. Mais teimosa do que nunca, mais sincera também. Mais determinada e mais forte. Mais feliz do que nunca.
Quando era pequena sonhava com a liberdade mas nem sabia que bicho era esse. Hoje em dia, graças aos Deuses, já quebrei muitas das minhas correntes. Sou mais livre, mais liberta. Ainda tenho amarras que me prendem a tantas coisas, mas tenho noção, é uma questão de tempo e força.
Hoje em dia me permito ser e fazer quase tudo. Hoje em dia sou bem mais sincera em relação a mim e comigo mesma, e isso dá uma leveza.
Em toda a minha vida se me perguntassem aonde eu achava que estaria nos dias de hoje daria milhões de respostas menos a que acontece no momento, e na verdade se me falasse que estaria aqui, iria rir e responder “não mesmo”. E hoje em dia, após muitas brigas internas, com o destino e a vida, só não digo que não queria estar em outro lugar porque também estaria muito feliz em uma van colorida viajando por ai (resolvendo mistério?) levando nada mais que uma mochila e meu cachorro. Mas se não posso estar na van, também to bem à beça aqui. O rock tá tocando, do café ainda sai fumaça e o as palavras estão fluindo no caderno. Vida, se você acabar agora eu vou morrer feliz.
Pra ser bem sincera essa é a primeira vez na minha vida que eu tomo café e meu paladar se sente a vontade com o gosto. O rock que tá tocando é Osasis, banda que já achei a coisa mais chata do mundo e que era considerado uma boa maneira de tortura (ok, talvez eu esteja exagerando um pouco tanto bastante). O ponto é que, eu mudei demais. E apesar de saber disso, a cada dia, a cada momento e a cada coisa nova em que eu percebo mudanças (como passar a gostar de café) eu fico refletindo sobre a vida e tudo que há nela.
Hoje eu sou uma pessoa tão diferente de quem eu fui em toda a minha vida e ao mesmo tempo sou a mesma criança de sempre. Aquela menina que ama Scooby, que sua cor favorita é rosa e que passa seus dias escrevendo sobre qualquer coisa. Mas eu mudei tanto que chega a ser assustador, mas de um jeito bom. Se antes eu me maquiava até pra ficar em casa, hoje em dia não tenho paciência pra maquiagem nem quando saio. Se antes eu vivia com mil e um acessórios – e se esquecesse de botar, pirava -, hoje em dia saio sem nada me sentindo normal. Se antes eu me preocupava com o que os outros pensam, hoje em dia eu dou risada. Sem querer citar Bob Marley, mas já citando “Eles riem de mim por ser diferente, eu rio deles por serem todos iguais”. Já botei essa frase várias vezes no subnick do msn mas acho que nunca realmente entendi, ou segui, a frase. E hoje em dia ela faz tanto sentido.
Existem vários outros zilhões de “se antes” e “hoje em dia”, mas se for citar todos esse texto vai ficar maior do que a cartinha pro papai noel de uma criança (vizualiza aquelas listas que abrem e ficam tipo tapete, imaginação por favor). O ponto é que eu já perdi o ponto. O ponto é que a menina que um dia um fui se perdeu dentro de mim de tantas maneiras. Sou igual e diferente, tão diferente. Meus pensamentos, meu jeito de ver a vida, meu jeito de agir, minha visão do mundo, tudo e absolutamente tudo mudou.
Eu me preocupava tanto em ser madura, achava que todos achariam que sou infantil demais, brincalhona demais e nada séria. Hoje, com quase dezenove na fuça, sou mais criança do que quando tinha cinco. Brinco e faço piada de tudo, e sim, muita gente me acha infantil e eu nem ligo.
Hoje, com quase dezenove na fuça, eu ando descalça o tempo todo, danço na rua – na verdade, eu fico dançando o dia inteiro -, pulo e corro quando da vontade, fico tentando andar em linha reta e atropelo a todos que passam na minha frente. Perdi o medo de passar vergonha – na verdade, acredito que um bom mico faz bem pra alma -, e quando minha família dança eu vou no compasso deles. Gargalho de tudo que nem uma criança quando vê o amiguinho cair no chão. Sorrio para estranhos na rua e se pá até dou bom dia, principalmente na minha rua – mas isso é porque cresci em apartamento, daí no prédio sempre dava bom dia pra todo mundo, daí acho que a minha rua é um prédio e falo com todos. É quase isso, fazendo sentido ou não. Hoje em dia me dou mega bem com a minha mãe, aliás, sempre dei, mas hoje em dia é mais fácil, talvez por eu já ter clareza do certo ou errado, talvez porque hoje as broncas são mais sérias e reais – e em geral, to ciente que mereço -, talvez por finalmente ter percebido que ela só quer meu bem e mesmo quando eu faço merda ela vai estar ali – mesmo se for acompanhado de um “eu bem que avisei”.
Hoje em dia, apesar de não ter nenhuma certeza na vida, eu tenho mais clarezas, seja quanto a quem sou eu (apesar de ainda não ter descoberto) ou no que eu acredito (apesar de mudar de opinião sempre que possível). Hoje em dia eu sou mais clara diante de mim, em relação a mim. Hoje em dia eu sei que tudo bem se eu mudar de opinião e que pedir desculpas não mata e nem quebra o orgulho. Hoje em dia eu sei que engolir o orgulho de vez em quando não tem problema nenhum. Mais teimosa do que nunca, mais sincera também. Mais determinada e mais forte. Mais feliz do que nunca.
Quando era pequena sonhava com a liberdade mas nem sabia que bicho era esse. Hoje em dia, graças aos Deuses, já quebrei muitas das minhas correntes. Sou mais livre, mais liberta. Ainda tenho amarras que me prendem a tantas coisas, mas tenho noção, é uma questão de tempo e força.
Hoje em dia me permito ser e fazer quase tudo. Hoje em dia sou bem mais sincera em relação a mim e comigo mesma, e isso dá uma leveza.
Em toda a minha vida se me perguntassem aonde eu achava que estaria nos dias de hoje daria milhões de respostas menos a que acontece no momento, e na verdade se me falasse que estaria aqui, iria rir e responder “não mesmo”. E hoje em dia, após muitas brigas internas, com o destino e a vida, só não digo que não queria estar em outro lugar porque também estaria muito feliz em uma van colorida viajando por ai (resolvendo mistério?) levando nada mais que uma mochila e meu cachorro. Mas se não posso estar na van, também to bem à beça aqui.

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