Enquanto a paixonite durar

Fotografia: Autor desconhecido

Para mais poesia Notice me – Ali Simpson

Daí eu ri. Sim, eu comecei a rir no meio da sala enquanto jogava um joguinho chato só pra fazer o tempo passar e não lembrar que não tinha saído naquela sexta. Eu ri porque vi que a minha semana basicamente se resumiu em ficar esperando você vir falar comigo, em ficar fazendo aquelas promessas pro destino do tipo “se ele falar comigo eu fico uma semana sem comer doces” – vai, não me diz que sou só eu que faço isso. Mas ri principalmente por perceber que aquilo estava acontecendo comigo depois de muito tempo em que me mantive fechada pra qualquer um se aproximar. Há muito tempo que eu não me permitia sentir desse jeito justamente com medo que acabasse como acabou: eu criar expectativas demais em uma coisa que não era real. E não era mesmo. Só trocamos telefones, nem chegamos a ficar e, detalhe, depois disso só conversamos duas vezes e uma delas fui eu que fui puxar assunto – e sim, eu sei que isso não tem absolutamente nada demais mas em geral eu absolutamente nunca fazia isso. E não foi porque foi com você mas sim porque eu mudei pra caralho desde a minha última paixonite (que devo frisar mais uma vez, faz tempo pra caralho).
Uma vez me apaixonei e me fudi, e esse carinha ainda mexe comigo até hoje. Não posso ver ele na rua que fico com raiva, de mal humor e com o coração acelerado e descontrolado. E eu odeio isso. Também odeio como me senti quando estava apaixonada. E odeio como toda aquela história aconteceu. Isso já faz um tempo, cerca de quatro ou cinco anos, mas até hoje isso me persegue e por essa história muito mal acabada e resolvida eu não permitia me apaixonar. Não queria mesmo me sentir daquela maneira de novo. Mas eu cresci, amadureci e percebi que se fuder faz parte da vida – ô se faz.
Enfim, o foco aqui é outro né. Eu ri porque percebi que a minha semana inteira se resumiu em você e na expectativa de você vir falar comigo e, apesar de não existir relação absolutamente nenhuma entre nós, ficava achando que você tinha a obrigação de vir falar comigo – e acredite, eu sei o quão escroto isso é. E até juro, se eu fosse um pouco melhor em paquerar eu mesma tinha falado mais com você. Mas também, quer dizer, na segunda você puxou assunto, na terça fui eu, então tava na sua vez de novo né? É maluquice mas meu pensamento não está tão errado assim.
Mas sabe o pior, eu acho que você queria. E ainda por cima tava jogando. Adoro jogar, acredite, mas não pela internet. Sou péssima pela internet, não sei nem falar com meus melhores amigos imagina com uma pessoa que não me conhece e não sabe que eu estou sendo irônica, debochada ou fazendo aquela careta mega escrota ao falar aquela frase. Enfim, eu acho que já desviei do assunto algumas milhares de vezes. O ponto é que eu ri porque percebi que provavelmente você não falaria comigo denovo. Ou talvez falasse, talvez daqui a seis meses quando eu postasse uma foto você lembrasse da minha existência e também lembrasse que naquele show quis ficar comigo. Ou talvez nunca mais também. O certo é que não importa o quanto a minha esperança ou expectativa estivesse alta, você não falaria comigo enquanto a minha paixonite maluca estivesse acontecendo. E não porque você sabe dela mas porque os agentes do destino simplesmente me odeiam e não vão fazer com que eu me dê bem nessa. Inclusive, sabe aquele carinha que falei? Então, é graças a esses agentes que me fodi triplamente. E também foi ali que vi que o destino não vai nada com a minha cara. Mas essa é história pra outra carta.

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