Meu adeus

Para mais poesia Firefly – Ed Sheeran

Hoje fazem seis anos desde nosso primeiro beijo. O último também. É idiotice da minha parte falar que você já me marcava muito antes daquele beijo?
Não que tenha parado de me marcar depois, a realidade é que eu já aceitei que tua marca está em mim pra sempre. Mas pra mim aquele beijo foi um adeus. Uma espécie de despedida que abriu portas para novos (re)começos.
Acho engraçado a coincidência de ter acontecido em pleno dia dos namorados, porém eu sei perfeitamente que nada é por acaso, não quando falo de você. Mais que o acaso, foi o destino trabalhando. Talvez para que eu sempre pudesse lembrar dessa data, afinal, o destino já sabia que se não fosse uma data que eu pudesse lembrar eu nunca lembraria.
O beijo aconteceu durante uma música que eu não estava nem prestando atenção pra saber qual foi, em um show que até hoje confundo as bandas e não tenho certeza. Com isso a gente só vê que o destino colocou nessa data realmente porque se não fosse eu não lembraria, o por quê ele faz questão dessa lembrança ficarei devendo dizer. Uma dívida que acredito nunca poderei pagar, considerando que tento entender esse pequeno formador de acasos há alguns anos – diria uns seis, aliás, oito – e até hoje isso é uma incógnita em minha mente.
Não vou me alongar e ficar refletindo em como o destino funciona na minha vida e na nossa história – nós temos uma história? – porquê meu objetivo aqui era falar da despedida. O adeus que significou também um olá. O adeus que serviu pra fechar um ciclo e abrir outro.
O meu coração ainda dispara na tua presença, ou na simples menção do teu nome, mas agora é um disparo de carinho, um disparo de alguém que sempre vai significar muito pra mim, um disparo de lembrar da primeira pessoa pela qual me apaixonei.

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